terça-feira, 26 de julho de 2011

Inesperado



Eu era promessa no outro tempo da semente
quando o vento surpreendeu agosto
com o mau costume da chuva.

A pressa era ventre infecundo, naquela ausência de hora.
E o inesperado sem rumo tornava estéril o futuro,
o descanso da ordem para o arranjo do  mundo.


Márcio Ares. 2009.

2 comentários:

  1. Obrigado, Adriana!

    O olho do outro é que me faz mais bonito.

    Beijo na alma,

    Márcio Ares.

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