segunda-feira, 25 de julho de 2011

Herdeiro


Nasci do ventre de uma puta
Puta que pariu esse amargo
rastro de fumo e cachaça
cheiro de merda escarrada
Nas fuças de um porco amor

Nasci do ventre de uma puta
Puta que se abriu pra esse macho
mastro de lume e desgraça
feito de festa acabada
Nas grutas de um coito invasor

Nasci do ventre de uma puta
Nasci do centro das culpas
Nasci no escuro da porra
Filho da puta que sou

Puto me fizeram feito puto o que me sei
Desse orgulho me desfruto
O mesmo fruto que eu herdei


Márcio Ares. 2008.

4 comentários:

  1. Márcio,
    Vim, li e gostei: dica de quem entende do riscado, Maria Paula Alvim...

    Abraço mineiro,
    Pedro Ramúcio.

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  2. Eh eh eh.

    Vocês são um encanto. Obrigado!

    Beijo na alma,

    Márcio Ares.

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  3. Até que enfim li um palavrão saído desse nobre culto...rsrsrs
    perfeito, como tudo que escreve e diz.
    Parabéns e sucesso.
    Deus abençoe.

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  4. Oi Márcio Ares..poeta dos novos tempos.

    Amo seu trabalho.

    Abraços,

    Cleide

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